Deixa minh'alma amar tua alma tão bela
como as cores das folhas outonais.
Deixa-me oferecer-te meu ombro
para que reclines tua cabeça cheia de versos.
Eu te prometo não fazer barulho
com palavras inúteis
para não despertar teus devaneios.
Deixarei o silêncio chegar
com sons coloridos
para que possas compor teus poemas.


Quando chegar o dia de me dizeres adeus,
eu te deixarei partir...
Só te imploro, então, que o faças
com a mesma delicadeza
das asas das borboletas.
Com a mesma calma
de um pôr-do-sol.
Pois assim,
as lembranças de tua alma na minha alma
não me causarão tristezas jamais.