| Era
uma árvore tão só no meio daquele campo verde que se perdia de vista. Os galhos, enormes, formavam uma grande cabana coberta de folhas e de flores. Não parecia triste na sua solidão imponente, soberba, digna! Abrigava (indiferente ou terna?) o gado branco e indolente, num abraço cheio de sombras. A brisa derrubava as flores que pareciam lágrimas, caindo ao solo silenciosamente. O gado, alheio às flores, ruminava o alimento engolido às pressas. Havia uma calma em volta, cheinha de paz, de silêncio, de refúgio... Invejei a árvore, invejei o gado, invejei os pássaros que, irreverentes, se apossavam de tudo. |