CIRANDAGraciette
Salmon (Poetisa Paranaense)
As crianças, brincando na calçada,
cantam alegremente
enquanto, olhar molhado e voz tremente,
acompanho a toada.
"O anel que tu me deste..."
Só de amargura se reveste
minha emoção reminiscente.
Não revela saudade
dos tempos infantis,
mas o passado faz presente
na evocação daquele instante
- quase irrealidade
em que eu fui feliz.
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Havia um anel, lembro-me bem...
E havia um amor, que fim levou?
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Na calçada a ciranda vai e vem...
"...era pouco e se acabou."
(Caminhos de Ontem)